Os primitivos habitantes da região, segundo historiadores renomados, já encontravam no transporte hidroviário ou aquaviário o meio seguro para sua locomoção ou comunicação. As grandes concentrações humanas na Amazônia foram possíveis graças aos veículos movidos a remo, velas e finalmente, movidos a motores.
Restou provado através dos milênios que as aquavias podem ser consideradas na Amazônia, a mãe adotiva das civilizações - ribeirinhos, não apenas na Amazônia, mas em todas as regiões do planeta Terra se utilizam desse recurso natural.
Reproduzimos, neste capítulo, um valioso depoimento da autoria do advogado João Messias dos Santos, descendente do piloto fluvial Otacílio Celestino dos Santos, ancestral dos advogados João Messias dos Santos Filho João Messias dos Santos Neto, fundadores do Grupo Educacional Ideal/Faci. A seguir reproduzimos o texto publicado no livro intitulado "Recordando um nouto chamado Celestino dos Santos e outros eventos".
"Procura colocar, em merecida evidência, um velho marinheiro que foi Capitão de longo curso e também piloto fluvial Otacílio Celestino dos Santos, que dispensou as grandes honrarias, as distinções como comandante de grandes embarcações para dedicar-se ao comando de pequenos navios chamados "gaiolas" pertencentes à companhia inglesa denominada Amazon River Steam Navigation Company, que cruzava em todos os sentidos e direções, a espetacular Bacia Amazônica, correndo, sobre modo, ao proveito do bem-estar dos ribeirinhos dessa discutida região."
Este é mais um depoimento incontestável da importância do transporte aquaviário ou hidroviário para a civilização milenar da Amazônia.
É lamentável que nossos representantes em Brasília e na Amazônia tenham quedado silentes diante da extinção da ENASA.
Apesar desse trágico acontecimento, o homem amazônida continua sua batalha, usando os mais variados formatos de embarcações construídas em madeira ou metal, servindo de pontes para o futuro sonhado por nossos ancestrais.
Imagem de pilotado pelo comandante Otacílio Celestino dos Santos.
Balsa em metal destinada a transporte de cargas e pessoas no Marajó.Lancha construída em madeira da Amazônia, utilizada para transporte de passageiros.
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