Projeto Rondon em Chaves.Em continuação as noticias anteriores, cabe neste espaço a participação do município de Chaves no programa de um dos mais importantes projetos sociais dos governos militares do Brasil.
Essa importância pode ser medida pela integração da sociedade de norte a sul, em todos os campos das ciências sociais, tecnológicas e humanas.
O Projeto Rondon espalhou-se em todo o território nacional. Foi uma experiência jamais imaginada pelo alcance humanitário e de integração nacional. Nesse sentido, com apoio do Governo Federal, Estadual e Municipal, universidades e tantas outras instituições, foi possível a integração nacional feita por médicos e professores interessados em conhecer a Amazônia, sentinela do norte, de belezas e riquezas jamais conhecidas, exceto por piratas e saqueadores tradicionais.
É possível que esse projeto tenha sido o alicerce para a criação da Sudam e outros mecanismos de relevante importância para a Amazônia brasileira.
A inclusão do município de Chaves no Projeto Rondon deveu-se ao apoio recebido do médico e professor Camilo Viana, que era o coordenador do projeto no Estado do Pará. Com essa decisão, fui designado coordenador do projeto em Chaves, com esse compromisso assumido, providenciamos o transporte das equipes designadas para o município.
Houve grande repercussão na implantação do Projeto no município de Chaves, sendo este um fato novo cultural e abrangente, que a todos enchia de entusiasmo pela dinâmica de partição envolvendo os seguimentos populares em seus mais variados aspectos.
Durante o tempo em que estivemos presentes, grupos de integrantes do projeto visitaram comunidades existentes no território municipal, colhendo dados diversos para a elaboração de relatórios técnicos e informativos a serem enviados aos órgãos federais competentes.
Com relação aos dados políticos, sociais e históricos da região, minha contribuição foi bastante valiosa, cujas informações se estenderam aos primórdios da ocupação humana na Amazônia e em especial no arquipélago do Marajó, que se encerra no século dezenove, com o massacre do povo Aruans.
Quando fazemos essa viagem na história, concluímos que a cruel realidade praticada pelo ser humano através dos séculos é repugnante. O surgimento de novos focos de violência em todo o mundo, nos leva as seguintes perguntas:
Afinal, para que servem as cartas universais de direitos humanos, inclusive a de 1948, lida por Leonor Roosevelt, viuva de Franklin Roosevelt?
Afinal, para que serve a Constituição da República Federativa do Brasil, a qual foi proclamada como "Carta Cidadã"?
E o evangélio de Cristo, porque estamos esquecendo?
É bom lembrar neste cenário tão triste para a humanidade, o pensamento do imortal Rui Barbosa - ao contemplar o crucifixo na parede de um tribunal, assim se manifestou:
"Senhor, quantos te trazem na boca sem te sentir no coração."
Continua.



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