sexta-feira, 26 de junho de 2020

MEUS DEPOIMENTOS PARA A HISTÓRIA - PARTE LVIII

Dando continuação ao tema relacionado com o Padre Antônio Vieira em sua luminosa missão, muito além da catequese dos nativos da Amazônia incluindo a terra mítica de Marajó, antiga Marinatambaio, a quem foi chamada de Ilha Grande de Joanes.

Padre Vieira foi no seu tempo um fiel discípulo de Jesus Cristo, colocando sua luminosa inteligência também em defesa da dignidade da pessoa humana e de sua bem maior, a qual chamam de liberdade, cantada em prosas e versos, através dos tempos imemoriais. 

Padre Vieira, por amor a causa da dignidade dos povos nativos do Marajó não desistiu de sua missão divina de defender os mais fracos e oprimidos, vitimas do ódio e da ambição dos ditos "civilizados", vindos de longe em busca de riquezas e para tanto usando a força escrava dos nativos. 

Sua palavra, sua oratória penetrava na alma dos povos por ele amado.

Essa verdade luminosa é tão real que se projeta no futuro, com a construção de uma sociedade altiva e temente à Deus, e amante da liberdade.

Essa realidade é posta a prova quando em 1709, o governador do Maranhão e Grão-Pará, Cristo da Costa Freire recebeu a Ordem Régia, de recrutar 600 homens e dividi-los em dois regimentos denominados de "Tropas de Guarda Costa", volante desde o Oiapoque até a Ilha do Marajó e desta até a embocadura do Rio Gurupí, para conter qualquer tentativa de infiltração francesa pelas terras luso-brasileiras.

A principal condição dessas tropas de "Guarda Costa" devia ser o aguerrimento, tanto na defesa quanto na ofensiva. O governador Costa Freire acertou em cheio quando recrutou 600 guerreiros Aruans para integrar essa tropa.

Eles eram mais ferozes e impiedosos nos combates. Era opinião geral de que "preferível enfrentar mil demonios do que a ferocidade de um guerreiro Aruã."

Passaram-se 20 anos de bravuras comprovadas, tempo em que todos os oficiais eram da raça Aruã - abordaremos esse tema como matéria probante da importância da doutrina cristã para a valorização da vida pela fraternização. Para o Padre Vieira e outros apóstolos de Cristo, o ser humano é mais importante do que os bens materiais.

As imagens ilustram os navios de guerra do século 18 na costa norte do Rio Amazonas.

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