domingo, 14 de junho de 2020

MEUS DEPOIMENTOS PARA A HISTÓRIA - PARTE LIV

Em continuação ao depoimento anterior, quando abordamos a importância de pequenas aeronaves que operam nas praias da costa norte do Marajó salvando vidas e transportando seres humanos para hospitais em Belém ou Macapá, com destaque para as instituições públicas.

Nesse contexto registro um fato dramático acontecido ainda na década de 70, relacionada com a pessoa de minha mãe, Ana Gemaque Rabêlo da Silva. A paciente residia na antiga fazenda da Nossa Senhora da Conceição, Rio Coatá, Marajó.

Eu desconhecia o estado de saúde de minha genitora, visto que estava residente e trabalhando na cidade de Belém, onde recebi a comunicação telefônica de que minha mãe estava em estado grave de saúde, sem esperança de sobrevivência.

O autor da notícia foi o pecuarista Rodolfo Sleiner, fazenda Montenegro, Rio Coatá. Complementou a ligação dizendo:
"Vou viajar amanhã para a fazenda e posso conceder uma passagem para visitar a tua mãe".
Agradeci pelo apoio, confirmando a viagem.

Comuniquei o fato a minha esposa, Sônia Marina e combinamos que ela viajaria para tentar o resgate da paciente em busca de socorro.

Aconteceu um milagre, com o apoio de parentes no local e do Sr. Rodolfo Sleiner, conforme já dissemos. Ao encontrar a paciente, foi constatada a situação gravíssima em que ela se encontrava.

A única solução era transportar a paciente para Macapá e depois para Belém. Essa operação foi feita em um barco motorizado com destino a Macapá.

Nesse espaço tempo, era muito difícil manter qualquer comunicação em busca de notícias, entretanto mantivemos contato com parentes em Macapá, os quais providenciaram internação hospitalar de emergência, em seguida, o transporte para Belém via aérea e sua internação em hospital público onde foi realizada operação de emergência por uma médica ainda jovem, salvando a vida de minha mãe por um milagre, com o poder de Deus e da solidariedade de todos quantos operaram com dedicação.

Agora uma reflexão sobre o assunto:
Caso fosse permitido o pouso de aeronaves nas praias, o sofrimento seria muito menor.
Até quando os brasileiros do interior serão esquecidos?

Pensemos nisso.

A solução existe, quando cumprirmos o dever de escolher nossos representantes, a luz da Constituição Federal de 1988.

Afinal, voto não tem preço, tem consequências, Deus opera milagres quando menos se espera.

Sônia Marina Cavalcante da Silva, contribuiu para a salvação de uma vida preciosa.

Barco semelhante ao que transportou a paciente e sua acompanhante Sônia Marina para Macapá, onde recebeu os primeiros recursos médicos hospitalares.


Monomotor transportando Sônia Marina na rota Belém-Rio Coatá.

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