Os acontecimentos eram planejados de forma ardilosa e tinham como objetivo apagar meus sonhos, eliminando a vontade de lutar por um mundo melhor, não só pra mim, para minha familia, mas sim para todos quanto acreditam na doutrina Cristã, que tem consigo os dez mandamentos, reduzidos a dois:
AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO.
É uma missão difícil, mas não impossível, quando nosso coração está em Deus.
Foram dias nebulosos, por caminhos escabrosos, caminhados com determinação, amparado por pessoas que me adotaram, que estenderam a mão amiga, no colo me colocaram, e foram tantos que assim procederam, fazendo-me acreditar em uma força sobrenatural que cura nossas chagas com o bálsamo da fé.
Como um exemplo marcante dessa realidade, trazemos a lume um fato real acontecido: corria o ano de 1976, eu estava morando na Travessa Apinagés, em uma casa de madeira alugada, cujo imóvel já estava em ruínas, desgastado pelo tempo. Ao lado, um prédio de alvenaria, era residência de um promotor de justiça e de sua família. Foi nesse ambiente que me preparei para o concurso de direito, na Universidade Federal do Pará (UFPA).
Minha jornada de trabalho no CREA-PA era de oito horas ou mais, dependendo das tarefas que era atribuídas. O tempo disponível para estudar era tão pouco que pouca esperança restava para o sucesso desejado.
O milagre aconteceu, era madrugada, a UFPA liberou a lista dos aprovados no curso de Direito, as rádios passavam a anunciar enfaticamente os nomes dos candidatos aprovados, foi nesse momento que alguém bateu à porta da minha morada, era uma jovem, filha do promotor que morava ao lado, que aos gritos de alegria anunciava a minha aprovação no vestibular da UFPA.
Essa jovem concorria a uma vaga no mesmo curso, não teve sucesso, apesar disso, não conteve a sua alegria com a minha vitória. É mais uma confirmação de que a solidariedade ainda é uma virtude cultuada pelos que acreditam nesse sentimento divino.
Imagem da entrada do campus da Universidade Federal do Pará, em Belém.
Continua.


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