segunda-feira, 10 de agosto de 2020

MEUS DEPOIMENTOS PARA A HISTÓRIA - PARTE LXXII

Em nossos depoimentos fundamentados em fatos reais e em provas concretas, construídas durante milhares de anos pretéritos, o sentimento que me resta é de que pouco temos feito para reparar os erros cometidos no presente (não poucos) e, principalmente nos últimos quinhentos anos, na América do Sul, na Tapuia Tetama (terra Tapuia).


Entre os fatos reais comprovados estão a implantação de uma rede de fortalezas militares em todo o território da Amazônia brasileira, com a finalidade de defender o espaço geográfico conquistado pelo fio da espada e dos trovejantes canhões instalados nas fortalezas e nos vasos de guerra navegantes pelo estuário norte do rio Amazonas, o maior do mundo.


Nesse cenário histórico, conhecia a ilha de Bragança, no município de Chaves, quando fui eleito vereador, ainda jovem e bem votado, aliás o mais votado da Arena em 1967. Encontrei na referida ilha de Bragança grande quantidade de canhões abandonado. Não consegui informações sobre a origem dessas armas de guerra, até que pesquisando a valiosa obra do escritor Nelson de Figueiredo Ribeiro, denominada "A questão geopolítica da Amazonia" encontrei a resposta desejada.


A ilha de Bragança dentro do Oceano Atlântico, em frente a ilha Viçosa em Chaves-PA, foi uma fortaleza instalada em 1802, século XIX, com a finalidade de auxiliar a fortaleza de Macapá. A fortaleza de Macapá tem uma história de lutas sangrentas entre portugueses, franceses e ingleses ao longo dos séculos XVII, XVIII e XIX, até que entre 1761 e 1782 foi construída a fortaleza de São José de Macapá na mesma área em que havia sido instalado o reduto de Macapá e seu papel era de afastar os franceses da região do Amapá.


Imagem da fortaleza de São José de Macapá.

Continua.

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