segunda-feira, 27 de julho de 2020

MEUS DEPOIMENTOS PARA A HISTÓRIA - PARTE LXVI

Após longa viagem pelos caminhos da história seguindo trilhas marcantes de uma realidade triste da humanidade, com base na pré história Sul-Americana.

Com nossa visita a Guiana Francesa na primeira metade da década de 90, tive o impacto de uma realidade desconhecida, ou seja, os remanescentes dos primitivos habitantes na região norte, ao que parece, tiveram tratamento menos massacrante, cruel e despresivel, exceto nos primeiros séculos da ocupação da América do Sul, incluída a vasta região amazônica.

E, no bojo da história, realce merece o arquipélago do Marajó, antiga Marinatambalo, depois Mbarajó - Barreira do Mar. No tempo em que estivemos no território da Guiana Francesa, participando do histórico seminário de prefeitos e vereadores do Marajó é prefeitos da Guiana Francesa, território francês de além mar.

O que quero destacar e o fato da convivência notável com a comunidade Guianense. Participamos de diversas palestras dos mais variados temas, municipais, culturais, artisticos, inclusive como palestrante a ministra da justiça da França, abordando tema sobre direitos constitucionais na França.

Nesse período, visitei comunidades indígenas, inclusive conhecendo uma prefeitura situada ao norte do território da Guiana Francesa, administrada por um cacique indígena e assessorado por outras lideranças também indígenas.

Eu estava diante de outra realidade, no local encontrava-se extensa praia que é área de proteção ambiental, onde centenas de tartarugas vindas do oceano Atlântico depositam seus ovos para reprodução da espécie. As visitas são permitidas, entretanto, os visitantes são vigiados a distância por membros da comunidade indígena existente com total apoio da administração pública local.

Outro detalhe que merece destaque é a presença de afrodescendentes amplamente aceita pela comunidade local.

Em alegações finais, posso confessar que não restam dúvidas de que a civilização Marajoara tem raízes ao norte da América do Sul, inclusive pela língua falada, Arawack.

Imagem do grupo de folclore Arauack Saint-Rose de Lima, possível alô perdido da Civilização Marajoara no território Guianense.

A imagem registra entre outras presenças, a do advogado e oficial do Exército Francês, Ely Castor, idealizador do encontro dos municípios do Marajó é da Guiana Francesa na década de 90.

Imagem do padre Giovani Gallo fundador do Museu do Marajó e participante da missão Marajoara na Guiana Francesa.

Imagens de gestores municipais na Guiana Francesa na Década de 90.

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