quarta-feira, 12 de outubro de 2022

MEUS DEPOIMENTOS PARA A HISTÓRIA - PARTE CCXLV

A educação sempre será o alicerce das grandes civilizações, através dos milênios.


No capítulo anterior, abordamos a construção do Colégio na cidade de Chaves, no final da década de 1960.


O convênio firmado entre o Governador Alacid Nunes e a Prefeitura Municipal de Chaves produziu resultados positivos nunca antes imaginados na história recente.


As construções programadas transformaram Chaves em um canteiro de obras, obras voltadas á promoção de educação, saúde, saneamento básico, dentre outros serviços para a população da cidade.


Nosso projeto de vereador com mandato gratuito tomou proporções jamais imaginadas, com apoio do Governador do Estado, Alacid Nunes, dos deputados estaduais, Antônio Guerreiro Guimarães e Osvaldo Melo


É imperioso reconhecer que, obras públicas em Chaves, transformaram trabalhadores desempregados em heróis combatentes, na busca do bem comum, inclusive e principalmente das crianças e adolescentes carentes de apoio amplamente considerado.


Para a melhor entender os desafios para implantação do projeto em Chaves, iniciado em 1969, transcrevemos trecho do depoimento do engenheiro José Maria de Azevedo Barbosa, Secretário de Estado de Viação e Obras Públicas do governo Alacid Nunes.

Relato do Secretário de obras públicas:


As construções

Constava do programa de Governo do Estado do Pará, em 1969 a construção das seguintes obras na cidade de Chaves:

1. Grupo escolar com 5 salas de aula, banheiros, merendeira, recreio coberto e dependências para administração. Capacidade escolar - 600 alunos em 3 turnos;

2. Uma unidade sanitária;

3. Uma delegacia de polícia.

No dia 27/07/1969, determinamos ao Departamento de Obras da Secretaria de Estado de Viação e Obras Públicas que desce início aos serviços. Foi designado responsável técnico e fiscal para as obras o engenheiro Juares Botelho, lotado na Divisão de Construção e Conservação da SEVOP.

Havia que planejar a execução das obras. O local era distante, de difícil acesso e não oferecia boas condições para o desempenho eficiente e rápido do programa á cumprir com término marcado para o dia 30 de dezembro de 1969.

Às proximidades do local das obras nada existia. Água, areia e terra amarela, estavam distantes 1 km. Madeira, pedra, tijolos, seriam adquiridos em Afuá ou em Macapá, no território do Amapá, e daí conduzidos por uma frota de barcos de variado calado, até as praias de Chaves.

A pedra teria que ser retirada do leito de igarapés, sob as águas, em alguns lugares, e jogada na ribanceira. Daí seria embarcada em montarias, que a transportariam para barcos maiores e estes, vencendo o mar alto, a levariam para Chaves.

Igualmente se procederia com os tijolos e a madeira, transferindo-os dos trapiches dos fornecedores ou das ribanceiras, às vezes intermediando a pequena montaria.

Imagens do colégio em construção na cidade de Chaves, em 1969.

Imagem dos operários carregando o materiais para a construção na cidade de Chaves em 1969.

Imagem de embarcação lançando materiais de construção na praia em frente à cidade de Chaves em 1969.

Este é mais um relato dos fatos como os fatos aconteceram em Chaves-Marajó-Pará em 1969 e 1970.

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