Dando continuidade ao assunto relacionado com o transporte aquaviário na Amazônia, ressaltamos a importância da antiga Amazon River, substituída pela empresa de navegação da Amazônia (Enasa).
A extinção da Enasa pode ser comparada a um torpedo disparado de Brasília, em direção à Amazônia, para afundar a Enasa com toda sua frota de embarcações de tantos e inesquecíveis serviços prestados a Amazônia brasileira e a seus habitantes.
No final da década de 80, participando da audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) na cidade de Soure, Marajó-PA, com a finalidade de discutir o texto da nova constituição política do Estado do Pará, lancei uma proposta, visando a construção de um consórcio entre os Estados do Pará e Amapá a Amazonas, incluindo todos os municípios da região beneficiários da empresa ameaçada de extinção.
Bradamos no deserto da indiferença, a extinção da Enasa não teria acontecido o caso nossos representantes políticos postulassem pela privatização da empresa, conservando um dos mais importantes patrimônios da história do Brasil.
Combati o bom combate ao lado do Sindicato dos empregados da empresa, porém a sorte estava lançada, logo tudo foi Consumado no Calvário da indiferença dos que deveriam defender a Enasa e o povo da Amazônia, sentinela do Norte da nação brasileira.
Os povos que preservaram sua tradição aquaviária continuam dando lições para o mundo, de que esse modelo de transporte ainda sustenta o transporte comercial, bem como o turismo internacional.
É o que pensamos.
Imagem do barco "O Rabelo", em Portugal.





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