A história sobre a qual nos
debruçamos nos remete ao passado tenebroso da raça humana com o surgimento do Homo
Sapiens há mais de 70 mil anos.
O martírio de São Sebastião nos
conduz ao campo da meditação sobre o lado perverso e tirano de alguns seres que
tomaram forma humana por aberração da natureza.
Transcrevemos parte desta
história, no intuito de preservar a memória de um dos mais luminosos exemplos
de amor á humanidade, sem temos dos tiranos da época do Império Romano.
Biografia de São Sebastião
São Sebastião foi um mártir dos
primeiros séculos da igreja cristã, por professar e não renegar sua fé em
Cristo.
São Sebastião nasceu em Narbona, na
França, no ano de 256 da Era Cristã. Ainda jovem, mudou-se com a família para
Milão, na Itália, cidade de sua mãe. Alistou-se no exército de Roma e tornou-se
o soldado predileto do imperador Diocleciano. Conquistou o posto de comandante da Guarda Pretoriana.
Secretamente, Sebastião converteu-se
ao cristianismo e valendo-se do alto posto militar, fazia visitas frequentes
aos cristãos presos que aguardavam para serem levados para o Coliseu, onde
seriam devorados pelos leões, ou mortos em lutas com os gladiadores.
Com
palavras de ânimo, e consolo, fazia os prisioneiros acreditarem que seriam
salvos da vida após a morte, segundo os princípios do cristianismo.
Prisão e Martírio de São Sebastião
A fama de benfeitor dos cristãos se
espalhou e Sebastião foi denunciado ao imperador. Este, que perseguia os
cristãos do seu exército, tentou fazer com que Sebastião renunciasse ao
cristianismo, mas diante do imperador, Sebastião não negou a sua fé e foi
condenado à morte. Seu corpo foi amarrado a uma árvore e alvejado por flechas
atiradas por seus antigos companheiros, que o deixaram aparentemente morto.
Resgatado por algumas mulheres lideradas pela cristã chamada Irene, foi levado
sob seus cuidados e conseguiu se restabelecer.
Depois de recuperado, São Sebastião
continuou evangelizado e indiferente aos pedidos dos cristãos para não se
expor, apresentou-se ao imperador insistindo para que acabasse com as
perseguições e mortes aos cristãos.
Ignorando os pedidos, desta vez,
Diocleciano ordenou que o açoitassem até a morte, e depois seu corpo fosse
jogado no esgoto público de Roma, para que não fosse venerado como mártir pelos
cristãos. Era o ano 287 da Era Cristã.
Culto a São Sebastião
Mais uma vez, seu corpo foi recolhido
por uma mulher chamada Luciana, a quem pediu em sonho que o sepultasse próximo
das catacumbas dos apóstolos.
No século IV, o imperador Constantino, que se
converteu ao cristianismo, mandou construir, em sua homenagem, a Basílica de
São Sebastião, perto do local do sepultamento, junto à Via Appia, para abrigar
o corpo de São Sebastião. Seu culto iniciou-se nesse período,
Conta-se que nessa época, Roma estava
sendo assolada por uma terrível peste e que a partir do translado das relíquias
de São Sebastião a epidemia desapareceu. A partir desta época, São Sebastião
passou a ser venerado como santo padroeiro contra a peste, a fome e a guerra.
Durante a Idade Média, a igreja a ele
dedicada tornou-se centro de peregrinação e até hoje recebe os devotos e
peregrinos de todas as partes do mundo. Sua festa é celebrada no dia 20 de
janeiro. Um dos temas preferidos dos pintores do Renascimento, o martírio de
São Sebastião foi retratado por vários artistas, entre eles, Bernini,
Perugino, Mantegna e Botticelli. Em geral, o corpo é mostrado atravessado
por flechas:
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| São Sebastião (1474, Botticelli) |
Conclui-se que é justa a
homenagem que o mundo cristão presta a um dos maiores exemplos de seguidor do
cristianismo na sua mais pura forma.

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