Antes de ingressarmos nos antecedentes históricos do CREA-PA, é indispensável uma abordagem sobre os fatos que deram origem ao processo de criação do Sistema CONFEA x CREA's no Brasil, que ocorreu ao cabo de longo tempo de lutas e tentativas dos segmentos profissionais, acontecendo em 11 de dezembro de 1933, com o Decreto 22.569.
O Decreto 23.767 de janeiro de 1934 criava um grupo de trabalho composto por nove profissionais de reconhecido saber e conduta ilibada para organizarem a estrutura administrativa do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agrimensura. Passados três meses, após a edição do referido Decreto, instalou-se finalmente em 23 de abril de 1934 a Diretoria do Conselho Federal, ficando assim constituída a sua Diretoria: Presidente, nomeado, Eng.° Pedro Rache, Vice-Presidente, eleito, Adolfo Morales de Los Rios Filho, Secretário Cezar do Rego Monteiro e Tesoureiro Armando Bretas Bering.
Após essa conquista, foi baixada pela Diretoria do Conselho Federal a Resolução n° 2, criando oito Regiões que abrangiam todos os Estados do Brasil e implantando-se os Conselhos Regionais fiscalizadores das atividades profissionais dos ramos tecnológicos.
O CREA-PA foi chamado "CREA da 1° Região", com ampla abrangência territorial, que englobava parte do Nordeste e parte da Amazônia. Teve sua instalação em Belém, em 1936 quando assumiu a Presidência do órgão Amyntas de Lemos, cujo mandato teve vida efêmera, sendo sucedido pelo Eng.° Virgínio Marques Santa Rosa, ocupando o cargo até 1939. O sucessor de Virgínio Santa Rosa foi o Eng.° João Dias da Silva, cujo mandato terminou em 1942. O Eng.° Antônio Ferreira Celso o sucedeu, com mandato expirado em pouco tempo, tendo também vida efêmera.
Transcorria o período da II Guerra Mundial e as dificuldades decorrentes determinavam precárias condições dos organismos fiscalizadores de atividades profissionais, não tendo nenhum destaque nesse período.
Em 1945, foi eleito Presidente do Conselho o Eng.° e Prof. Lourival de Oliveira Bahia, cujos mandatos sucessivos se estendem até o ano de 1961. A confiança e a estima que conquistou no seio da categoria profissional era de tal ordem que somente se afastou da direção do órgão para desempenhar as elevadas funções de Conselheiro Federal junto ao CONFEA, representando o Pará.
Na gestão de Lourival Bahia, aconteceu a aquisição do primeiro imóvel para sede do CREA-PA, realização esta perseguida durante anos de sua administração. O imóvel situava-se na Trav. Campos Sales, 342, Ed. Kislanov. Antes o CREA-PA ocupava uma das salas da antiga Escola de Engenharia do Pará, na Trav. Campos Sales.
Em 1971, o Plenário do CREA elegeu por unanimidade o Eng.° e Prof. Alírio Cezar de Oliveira, cujo mandato se estende de 1971 a 1972. Em sua administração, adquiriu dois apartamentos no Edifício Pérola, da Travessa Dr. Moraes com a Avenida Comandante Brás de Aguiar, em cujo local se encontra atualmente funcionando a Instituição. Sucedeu Alírio Cezar o Eng.° Agrônomo Sérgio da Fonseca Dias, em sessão Plenária realizada em 28 de dezembro de 1972.
Em 1971, o Plenário do CREA elegeu por unanimidade o Eng.° e Prof. Alírio Cezar de Oliveira, cujo mandato se estende de 1971 a 1972. Em sua administração, adquiriu dois apartamentos no Edifício Pérola, da Travessa Dr. Moraes com a Avenida Comandante Brás de Aguiar, em cujo local se encontra atualmente funcionando a Instituição. Sucedeu Alírio Cezar o Eng.° Agrônomo Sérgio da Fonseca Dias, em sessão Plenária realizada em 28 de dezembro de 1972.
A inauguração das novas instalações contou com a presença do então Presidente do CONFEA, Eng.° e Prof. Fausto Aita Gai, acompanhado de assessores e convidados ilustres, militando no Pará.
O Eng.° Salomão Marcos Pinto foi eleito para suceder Sérgio Dias, dedicando-se à reestruturação administrativa do órgão e buscando a preparação de sua infraestrutura em busca de novas conquistas, angariando a simpatia da comunidade tecnológica pela sua honradez e dedicação no trato com a coisa pública.
A sucessão de Salomão Pinto aconteceu com a eleição do Eng.° e Prof. João Messias dos Santos Filho, cujo mandato de estendeu de 1979 a 1981. Desde os primeiros momentos de sua administração, implantou um programa de trabalho dinâmico e austero dando ênfase à criação de novas Inspetorias, com o objetivo de levar à presença do CREA-PA as comunidades interioranas, em busca da valorização profissional e visando contribuir para a defesa dos interesses da sociedade e para o seu desenvolvimento com tecnologia.
João Messias preocupou-se também com o mais estreito relacionamento com as diversas categorias profissionais, introduzindo a prática de palestras sobre legislação profissional, aos concluintes de cursos das áreas tecnológicas, tanto da Universidade Federal do Pará, Escola Técnica Federal do Pará, Faculdade de Ciência Agrárias do Pará e outros. Incluiu a prática de Carteiras Profissionais durante as sessões solenes de Formatura. Procurou fortalecer o sistema de fiscalização, dotando esse setor de veículos motorizados, sem afastar-se dos parâmetros da legalidade e do trato conciliatório entre o CREA e os segmentos abrangidos. Instituiu em sua administração os encontros da categoria profissional, fazendo com que durante uma semana se praticassem eventos culturais diversos, além de exposições de produtos produzidos ou comercializados por profissionais e empresas que compõem a base do Sistema CONFEA x CREA's no Pará. Ainda durante a gestão do Eng.° João Messias ocorreram as aquisições de três unidades de apartamentos no Edifício Pérola passando este ao domínio total do CREA-PA.
Prosseguindo em seu projeto de fortalecimento patrimonial do CREA-PA, o referido Presidente, com o apoio da Diretoria do Conselho, adquiriu mais um imóvel, situado na Avenida Comandante Brás de Aguiar, 145, considerando necessário ampliação das instalações administrativas da autarquia.
Com a ampliação do espaço físico, o Presidente João Messias passou a ceder salas para as entidades de classe integrantes do sistema, visando fortalecer essas entidades como células vivas do referido sistema. Num primeiro momento, foram alojados na sede do CREA os seguintes órgãos: Associação profissional dos Geólogos da Amazônia - APGAM; Instituto dos Arquitetos do Brasil, Departamento do Pará - IAB; Instituto de Avaliações e Perícias do Pará - IAPEP.
Uma das mais valiosas iniciativas nesse período administrativo é sem dúvida a instituição dos "Encontros dos Profissionais do Pará", ocorrendo de dois em dois anos. O resultado positivo desses encontros passou a ser sentido pelo entusiasmo com que a categoria tecnológica no Pará passou a tratar o seu Conselho e suas entidades de classe.
O Eng.° João Messias teve seu mandato prorrogado por mais um período até dezembro de 1984. Durante essa fase, o CREA-PA inicia uma grande trajetória no campo do desenvolvimento cultural e da fiscalização das atividades profissionais, com a aplicação das normas emanadas do CONFEA, respeitando o princípio do respeito ao cidadão, enquanto integrante de uma sociedade que se deseja democrática e igualitária.
Ao encerrar esta primeira fase de administração, o Eng.° João Messias inaugurou uma ampla reforma nos prédios do CREA-PA e trouxe a Belém o Presidente do CONFEA, Eng.° Agrônomo Onofre Braga de Farias, ao tempo em que realizou no período de 21 a 26 de dezembro de 1983, em Belém, o III Encontro de Engenheiros, Arquitetos, Agrônomos, Geólogos, Técnicos de nível médio, industrial e agrícola, tecnólogos e outras modalidades. Convidando para esse evento as mais altas autoridades do Estado e profissionais das áreas tecnológicas, que participaram, inclusive, da solenidade de abertura do III Encontro, realizado no Teatro da Paz, em 21 de novembro de 1983. Em seguida, ocorreu a inauguração do parque de exposições na Praça da República, com a participação de autoridades do sistema e o Presidente do CONFEA, Eng.° Agrônomo Onofre Braga de Farias, o Vice-Presidente da Federação Nacional dos Engenheiros Eng.° Antônio Octaviano, o Presidente da MÚTUA Heberth Marcos Alvarenga Costa. O III Encontro foi a mais viva expressão da comunhão do CONFEA e CREA com todas as entidades filiadas ao sistema. Encerrando, dessa forma, com louvores seu período administrativo e instituindo ao final a eleição do novo Presidente através da eleição direta, sendo eleito o Eng.° Eletricista João Alberto Fernandes Bastos, para o período de 1985 a 1987. Sendo sucedido pelo Eng.° Cândido Antônio Barbosa Bordalo (1988 a 1990).
Com a ampliação do espaço físico, o Presidente João Messias passou a ceder salas para as entidades de classe integrantes do sistema, visando fortalecer essas entidades como células vivas do referido sistema. Num primeiro momento, foram alojados na sede do CREA os seguintes órgãos: Associação profissional dos Geólogos da Amazônia - APGAM; Instituto dos Arquitetos do Brasil, Departamento do Pará - IAB; Instituto de Avaliações e Perícias do Pará - IAPEP.
Uma das mais valiosas iniciativas nesse período administrativo é sem dúvida a instituição dos "Encontros dos Profissionais do Pará", ocorrendo de dois em dois anos. O resultado positivo desses encontros passou a ser sentido pelo entusiasmo com que a categoria tecnológica no Pará passou a tratar o seu Conselho e suas entidades de classe.
O Eng.° João Messias teve seu mandato prorrogado por mais um período até dezembro de 1984. Durante essa fase, o CREA-PA inicia uma grande trajetória no campo do desenvolvimento cultural e da fiscalização das atividades profissionais, com a aplicação das normas emanadas do CONFEA, respeitando o princípio do respeito ao cidadão, enquanto integrante de uma sociedade que se deseja democrática e igualitária.
Ao encerrar esta primeira fase de administração, o Eng.° João Messias inaugurou uma ampla reforma nos prédios do CREA-PA e trouxe a Belém o Presidente do CONFEA, Eng.° Agrônomo Onofre Braga de Farias, ao tempo em que realizou no período de 21 a 26 de dezembro de 1983, em Belém, o III Encontro de Engenheiros, Arquitetos, Agrônomos, Geólogos, Técnicos de nível médio, industrial e agrícola, tecnólogos e outras modalidades. Convidando para esse evento as mais altas autoridades do Estado e profissionais das áreas tecnológicas, que participaram, inclusive, da solenidade de abertura do III Encontro, realizado no Teatro da Paz, em 21 de novembro de 1983. Em seguida, ocorreu a inauguração do parque de exposições na Praça da República, com a participação de autoridades do sistema e o Presidente do CONFEA, Eng.° Agrônomo Onofre Braga de Farias, o Vice-Presidente da Federação Nacional dos Engenheiros Eng.° Antônio Octaviano, o Presidente da MÚTUA Heberth Marcos Alvarenga Costa. O III Encontro foi a mais viva expressão da comunhão do CONFEA e CREA com todas as entidades filiadas ao sistema. Encerrando, dessa forma, com louvores seu período administrativo e instituindo ao final a eleição do novo Presidente através da eleição direta, sendo eleito o Eng.° Eletricista João Alberto Fernandes Bastos, para o período de 1985 a 1987. Sendo sucedido pelo Eng.° Cândido Antônio Barbosa Bordalo (1988 a 1990).
João Messias retorna ao CREA por eleição direta para o período de 1991 a 1993, quando implanta uma série de atividades, entre elas, a estruturação do Programa de Aperfeiçoamento e Reciclagem Tecnológica - PART, constituído em janeiro de 1991, em convênio com a UFPA, UNAMA, FCAP, CEP, IAPEP, AEAPA e IAB. Tendo realizado até o presente momento mais de 150 cursos diversos, com certificação de mais de 4.500 profissionais, destacadamente, das áreas tecnológicas, iniciando o processo de modernização do sistema CONFEA x CREA's no Pará.
O destaque desse período é o início da construção do edifício-sede, com cerimônia de lançamento presidida pelo Eng.° João Messias, em ato solene, com a participação de destacadas autoridades, entre elas, o ex-Presidente do CREA, Alírio Cézar de Oliveira, que, juntamente com o Secretário de Obras do Pará, o Eng.° Paulo Nascimento procederam o lançamento da pedra fundamental que caracteriza o marco histórico da grande realização do sistema no Pará. Estavam ainda presentes o Eng.° e Deputado Nelson Chaves, tendo sido seu Presidente, Eng.° Wady Homci, Eng.° Civil João de Oliveira Sobrinho, Arq. e Prof. Euler Arruda, Eng.° Agrônomo José Fernando Lucas de Oliveira, Eng.° Agrônomo Joaquim lucas da Fonseca, Eng.° Mecânico Antônio Carlos Miranda, Arquiteto e Prof. Antônio Paul de Albuquerque, Eng.° Civil, Diretor do Centro Tecnológico da UFPA Abílio Cruz, Geólogo Hailton Siqueira Igreja, Delegado Regional do Ministério de Minas e Energia, Eng.° e Prof. da UFPA Manoel Perez, Eng.° e Prof. da UFPA Edson Ortiz, Eng.° Agrônomo José Carlos Oliveira, Arq. Luiz Pinto, Eng.° e Prof. da UFPA Antônio Enéas Resque Duarte, este doou ao CREA o projeto das fundações do edifício elaborado por seu escritório de Engenharia ENCIGEO. Participaram ainda do evento o Eng.° Luiz Mendes da Fonseca, Eng.° Jorge Cabuçu, Eng.° Civil, ex Presidente do CREA, Cândido Barbosa Bordalo e o Assessor Jurídico do Conselho, Adv. Franklin Rabêlo da Silva.
Com um projeto para sete pavimentos, tendo ao final de seu mandato deixado estrutura já edificada com alguns departamentos funcionando no térreo do edifício, João Messias foi sucedido pelo Eng.° Civil João de Oliveira Sobrinho, que deu continuidade às obras iniciadas e dando por concluídas ao final de seu mandato dentro do programa estabelecido pelo projeto previamente aprovado.
Ao inaugurar o novo edifício-sede do CREA, pode-se afirmar que esta Instituição passa a ser um dos grandes referenciais para a cultura tecnológica no Pará. O Eng.° João Messias retorna pela terceira vez, através de eleição direta para administrar o CREA-PA, e com a visão moderna de administrar, vem se empenhando pela expansão do órgão, inclusive com a integração das Inspetorias ao conjunto administrativo do órgão regional, estando com a sua programação de candidato bastante avançada no espaço de sete meses de administração.
Em seu projeto administrativo para a gestão 2000/2002, está inserido um plano com vinte pontos fundamentais, os quais estão sendo seguidos regiamente, entre estes podemos citar: Estímulo à integração dos técnicos industriais e agrícolas, bem como os tecnólogos na estrutura do CREA, dando-lhes espaço participativo; Apoio às entidades de classe; Instalação da Câmara de Mediação e Arbitragem no CREA; Retomada e Operacionalização dos Convênios com as Instituições governamentais e particulares, visando a valorização de todos os segmentos profissionais, a defesa da sociedade e o respeito ao cidadão no seu mais amplo aspecto; Expansão e atualização do acervo e da biblioteca do CREA-PA; Implantação da Agência da MÚTUA de Assistência aos Profissionais, na jurisdição do CREA-PA, para que se cumpra o regulamento da Instituição; Instalação das Comissões de Ensino, Meio Ambiente e outras, bem como a consolidação da Comissão Interdisciplinar de Eng. de Segurança do Trabalho; Continuação do programa de visitas técnicas às empresas que desenvolvem atividades na região. Além de outras providências, como a implantação do Instituto de Tecnologia do Estado do Pará e a Consultoria Técnica e Científica de Química Ambiental.
Este documentário fotográfico é um reconhecimento a todos os servidores do CREA-PA, que no passado e no presente tem contribuído com o trabalho edificante, na construção de um novo CREA-PA, tornando realidade o sonho da categoria de Engenheiros, Geólogos, Engenheiros Agrônomos e tantos outros operadores de tecnologias, em defesa da sociedade e do meio ambiente em todos os sentidos.
Não podemos esquecer a importância dos profissionais que, dedicando parte de suas vidas, construiram a base do Sistema CONFEA/CREA'S/MUTUA no Pará, fazendo desta Instituição o símbolo e a força da categoria em defesa do norte Brasileiro a partir de 1934.
Não podemos esquecer a importância dos profissionais que, dedicando parte de suas vidas, construiram a base do Sistema CONFEA/CREA'S/MUTUA no Pará, fazendo desta Instituição o símbolo e a força da categoria em defesa do norte Brasileiro a partir de 1934.







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